Uma viagem: Paris

Turismo

Ah, Paris… A Cidade Luz, a capital mais romântica do planeta, onde falam a língua mais sexy também. Voulez vous coucher avec moi? Quem diria não para isso? Bitch, please. Ou melhor: Chienne, s’il vous plaît. (tradução direta do Google)

Brincadeiras a parte, eu consegui ter o meu sonho de conhecer Paris realizado em 2010, na minha primeira e única Eurotrip até o momento.
Foram apenas dois dias, mas foram dois dias incríveis e inesquecíveis. Minha companheira de viagem foi a Débora. Nós duas éramos au pairs brasileiras vivendo na chamada DC Area, nos States. Foi ela quem sugeriu a viagem, afinal a irmã dela era au pair na Alemanha e o namorado estava estudando na República Tcheca (falaremos desses locais em outros posts).

Eu turistando na frente do Louvre

Eu turistando na frente do Louvre

Chegando lá!
Olha, a viagem foi longa pois escolhemos as formas mais econômicas possíveis. Nós éramos au pairs, isso quer dizer que éramos pobres, já que recebíamos menos que um salário mínimo americano. Porém, não tínhamos muitas contas para pagar e estávamos em um país que cobra um preço justo pelas coisas. Resumindo: sem exigir luxo, dava pra viajar.
E assim pegamos um voo com duas escalas: Detroit e Amsterdam. Claro que eu fui parada no aeroporto de Detroit, porque essas coisas sempre acontecem comigo! Vou até anotar aqui para fazer um post sobre minhas aventuras nos aeroportos do mundo.
Voltando… Nosso primeiro destino foi Hannover, na Alemanha, depois pegamos um ônibus para Paris. Viramos a noite no bus, encrencaram comigo na vistoria do mesmo, mas enfim estávamos em Paris! (sons de comemoração)
Primeira parada: banheiro. 50 cents de euro. Preparem-se para isso… A não ser que você frequente restaurantes chiquetosos, você pagará de 50 cents a 1 euro para utilizar os banheiros de Paris (na época o do McDonald’s era de graça. Fica a dica).
Primeira recepção: Vocês são loucas de virem a Paris sem falar francês? Foi o único francês mal educado que encontramos pelo caminho.

Hospedagem
Como eu disse, a viagem foi low budget, então nos hospedamos em um hostel, que nada mais era do que um apartamento com oito camas, uma cozinha, um quarto privativo e um banheiro. Tinha um computador com acesso a internet para ser compartilhado, e se você se esticasse bem na janela dava pra ver a Torre entre os prédios.
A moça do hostel foi um pouco grossa quando eu liguei para ela. Explico: no e-mail tinha tudo explicado como fazer a ligação e a partir de que horas ela podia ser feita. Mas meu bem, eu passei umas oito horas dentro de um fucking ônibus, cheguei em um país totalmente novo e com uma língua que eu dominava o mínimo para ser educada. A hora que a ligação deveria ser feita (para ela nos buscar na rodoviária) era a minha menor preocupação. Se eu conseguisse fazer a ligação já seria um triunfo.
Depois eu entendi que ela achou que nós éramos americanas e ela (eles, franceses no geral) odeia americanos, porque eles se acham, são cheios de frescuras e exigências, blablablá. Ela contou alguns causos engraçados com turistas americanos que ela recebeu. Mas enfim, dos brasileiros eles gostam! Pelo menos os franceses que cruzaram meu caminho por lá.
Nós ficamos em Montparnasse, que é uma região ótima com várias linhas de metrô ao redor, a rodoviária e comércios.
Causo: na nossa primeira noite estávamos voltando do McDonalds bem tarde, acho que deveria passar da meia-noite. Eu estava feliz com a minha coca-cola, mas com medo do meu notebook e câmera na mochila (veja bem, é Paris, é primeiro mundo, mas ainda é um centro urbano sujeito a atos de violência). Passávamos por um trecho que ficava debaixo de uma ponte, então era um pouco mais escuro, e ao nosso encontro estavam vindo um casal estiloso (não quero nomear o estilo para não dizerem que sou preconceituosa e estou estereotipando ninguém) com um cachorrão bad boy. Claro que eles nos pararam, falaram algo em francês que eu não entendi absolutamente nada já que estava muito ocupada tentando não me mijar, aí a menina fez um movimento para o meu copo e eu rapidamente passei minha coca-cola para ela e saí de lá quase correndo. A Débora veio um pouco atrás e indignada porque eu tinha dado o meu refrigerante para ela. “Eu não teria dado!”, então você teria ficado bem sozinha discutindo por causa de uma coca-cola com eles, querida.

Cadê o resto da Torre?

Cadê o resto da Torre?

Transporte
O trânsito de Paris é uma coisa louca. Sério. Eu, paulistana, fiquei com medo daquele negócio… Atravessar a rua em alguns pontos parecia suicídio. Mas fazer o tour caminhando pela cidade ainda é uma boa opção. Assim você aproveita para explorar e apreciar tudo o que Paris tem a oferecer.
Claro que andar cansa e alguns pontos são distantes um do outro, para se locomover por distâncias maiores eu recomendo o metrô. Você consegue ir para qualquer canto dessa forma. Os trens não são lindos e super modernos, mas são eficientes e cobre a cidade toda e é isso que importa. Retire um mapa das linhas em qualquer estação e depois de umas duas voltas você já estará se sentindo um parisiense nativo.
Como meu francês não vai muito além dos cumprimentos e agradecimentos, nós compramos os bilhetes sempre nas máquinas. Sinceramente, não lembro mais como funcionava os tipos de bilhetes, valores e formas de pagamento. Vou ficar devendo essa informação, mas é algo fácil de se encontrar por aí.
Curiosidade: as portas do metrô de Paris não são automáticas, elas só abrem se alguém de dentro ou de fora aciona a alavanca ou botão (nos mais moderninhos). Então fique esperto! Na nossa primeira vez ficamos lá esperando a porta abrir, até que uma alma bondosa de dentro do metrô percebeu que éramos turistas novatas e abriu a porta pelo lado de dentro e nos explicou o sistema. Confesso que sou fracote e sentia dificuldade em lidar com as alavancas que às vezes eram duras.

Não recomendo Paris nessa época do ano (final do inverno/início da primavera)

Não recomendo Paris nessa época do ano (final do inverno/início da primavera)

Alimentação
Não posso ajudar muito nessa área. Consumi apenas Starbucks e McDonald’s. Ainda bem que eu não era vegetariana na época. Por que eu apreciei apenas das cadeias alimentícias americanas se eu estava em Paris? Simples. Eu não tinha dinheiro e não gosto de me aventurar quando o assunto é comida (sou muito enjoada) e como conhecia o cardápio das duas redes, não havia a possibilidade de errar.
Acho que o lanche que eu comia sempre era o McChicken Premium… Alguma coisa premium. Era uma delícia e não tinha nos States.

Comércio de souvenirs
Eu comprei muitos postais e chaveiros. Inclusive mandei um postal para o Brasil por alguns centavos. Os postais comprei em uma banca e foram baratinhos. Já os chaveiros…
Deixem para comprar nos últimos dias e pesquisem bem. As chances de você encontrar chaveiros mais baratos são nas banquinhas na rua, nas lojinhas próprias de souvenirs costumam ser mais caros.
A localização do vendedor também influencia. Quanto mais perto de um ponto turístico famoso, mais caro estará. Eu paguei 1 euro em cada chaveirinho da Torre Eiffel, mas depois encontrei por 50 cents. Que raiva!
Caricatura: uma das vezes que passamos ao redor da Torre para tirarmos foto (porque é difícil de tirar foto quando se está muito perto dela – vide foto acima) encontramos um artista fazendo caricaturas e eu adorei a ideia. Deixei de ser mão de vaca e pedi uma caricatura minha com a Torre Eiffel de fundo. Afinal, seria um souvenir único e super legal! Eu adoraria mostrar o desenho para vocês, mas eu não faço ideia de onde ele foi parar. *chorando*

Estava um frio e uma ventania danada

Estava um frio e uma ventania danada

Sightseeing
Quando se está numa viagem de baixo custo e tempo apertado, você não tem tempo de ver nada profundamente, apenas passar pelos lugares e dizer que esteve lá! Estou apenas sendo sincera… Paris é um lugar com muitos turistas, então temos filas em todos os lugares, se perde muito tempo e na maioria das vezes as atrações são pagas. Mas vamos aos lugares que, de alguma forma, eu vi: Museu do Louvre (área externa), Catedral de Notre-Dame (área externa), O Panteão (lado de fora), Champs -Élysées (subi e desci a rua várias vezes), Torre Eiffel (não subi), Jardim de Luxemburgo (aqui eu entrei e passei pelo parque todo), Arco do Triunfo, Praça da Concórdia, Obelisco de Luxor, Prédio da Air France, Ponte Alexandre III, Parlamento Francês, Estátua de Charles de Gaulle e por aí vai.
Eu perdi praticamente todas as minhas fotos, pois meu HD foi roubado. Só me sobraram essas que tinham sido postadas no Facebook. *olhos lacrimejando*

Confesso que só conheci esse lado da Catedral

Confesso que só conheci esse lado da Catedral

Curiosidades gerais:
– Em Notre-Dame tem muitos ciganos e eles distribuem um papel pedindo esmola (igual o pessoal faz no metrô aqui de São Paulo), mas em umas cinco línguas;
– Um mendigo falou com a gente em francês, fizemos cara de quem não estava entendendo e ele falou em espanhol;
– O tempo ainda estava mais para inverno do que primavera, isso quer dizer frio, vento congelante e nenhum jardim florido para contar história;
– Nosso voo para Praga era bem cedo e saía do Aeroporto Beauvais. Não vou entrar em detalhes sobre termos nos atrasado e a culpa não ter sido minha (quem me conhece sabe que eu nunca me atraso), mas tivemos uma nova aventura por causa disso. Primeiro precisei comprar acesso a internet no aeroporto para comprar novas passagens (100 fucking euros), mas esse voo sairia do Charles de Gaulle. Então pegamos o ônibus para a Disneyland de Paris (YAY! Mais 20 euros) que faz uma parada no aeroporto. A única coisa legal disso foi ter passado pelo interior e ter visto todos aqueles maravilhosos castelos. Chegando lá perdemos UM DIA INTEIRO num terminal podre do aeroporto sem internet. Super divertido. Eu queria apenas morrer por tanto tempo e dinheiro perdido;
– Diferente do que falam, os franceses não odeiam quem fala inglês, apenas os americanos, em particular. Quando falávamos que éramos brasileiras, todo mundo era muito receptivo, empolgado e puxavam conversa;
– Eles valorizam sua tentativa de pelo menos falar um Bonjour e Merci. Vá em frente!

Maior post ever, né?! Vocês gostaram? Querem mais? Já foi pra Paris? Me conta aí nos comentários como foi, se passou por algo parecido, tem algo a acrescentar etc.

Essa foto é o meu orgulho <3

Essa foto é o meu orgulho <3

 

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  • Nádia Tamanaha

    Pariiis <3
    Eu nunca tive uma vontade especial de conhecer Paris. Até que li Anna e o Beijo Francês. E desde então, Paris é aquela viagem que eu SEI que vou fazer, mas que quero fazer bonitinha, sabe? E também quero ir pra Londres na mesma viagem, porque quero viajar de Eurostar (mas o Gab não, porque passa debaixo da água ¬¬). Enfim, adorei o post e só fiquei com mais vontade ainda de conhecer a Cidade Luz <3
    Beijos

    • Tenho certeza que você vai amar, Ná!
      Ir para Londres era uma das nossas opções nessa viagem, mas pelo preço da libra tivemos que desistir. Mas eu ainda vou pra lá… E claro que vou querer andar debaixo da água!!!
      Comece a juntar os euros aí!

  • Rafaela Gomes

    Af me leva pra Paris, quero falar espanhol com os mendigos! kkkkkkkkk
    Mentira. Mais ou menos.
    Ah pelo menos sua visita não foi monótona vai, assim tem muita história pra contar =D
    Ficou devendo uma foto com a Monalisa esboçando um leve sorriso 😉
    Já pode pesquisando preços pra vc me levar, quero nem saber!
    Um beijo.

    • “Mentira. Mais ou menos.” hahahahahahaha
      Isso é verdade… Hoje eu dou risada contando essas coisas, mas na hora tive medo e passei nervoso tbm.
      Mas menina, eu não entrei no Louvre… Numa próxima eu vou.
      Eu pesquiso e vc junta os euros, combinado? kkkkkkkkkkkkkk

  • Luciana Sena

    Achei que a arte de ser parada em todos os aeroportos do mundo era só minha, deve ser de família! haha obrigada pelo post me tirou VÁRIAS dúvidas! Tô esperando de outros lugares!beijo

    • Definitivamente é de família, então! Está tudo explicado! hahahahahaha
      Que bom que o post foi útil para vc!!! =D
      Aos poucos vou falando de todos os lugares por onde passei. Foi bem divertido fzr esse!

      Beijos!

  • Sabrina Ortolani

    Quero ir pra Paris rsrsrs. Minha vontade já era grande, agora então depois dessas aventuras!!
    Ainda bem que você deu a dica da porta do metro kkk se fosse comigo faria a mesma coisa… ficaria esperando ela abrir por mágica rsrsrs.
    Adorei seu post!!!
    Beijosss

    • Obrigada por passar por aqui, Sah!!!
      Ai menina, acho que td mundo fica com cara de tacho esperando a porta abrir se não sabe disso e não tem ninguém do lado pra copiar. kkkkkkkkkk
      E vá para Paris que vale a pena!!

      Beijos!!!

  • Manda mais post de viagem que a gente goxta <3 Não está nos meus principais lugares pra ir, mas ainda quero conhecer Paris, talvez para uma viagem maior para ZOROPA, pra isso preciso de dinheiro, mas essa é a vida. hahaha uma pena que roubaram seu HD =/ Queria mais fotos. Acho que agora vale você compartilhar mais dos EUA =) Beijos

    • Oba!!!
      Que bom que vcs estão curtindo!!!
      Eu mesma quero voltar pra Europa pra uma viagem mais calma, com mais tempo.
      Eu estou com uma listinha aqui de lugares para falar sobre: Praga, Washington DC, NYC, Disney, Universal, Sea World e uma especial sobre o parque do Harry Potter, claro!!

      Beijos!!

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