Tragédia em três atos, Agatha Christie

Resenhas

Título original: Three Act Tragedycapa tragédia em três atos
Autor:
 Agathe Christie
Publicação: 1934
Editora: Record
Páginas: 221
Gênero: ficção, suspense, policial
Avaliação: 4 de 5

Sinopse: Durante uma festa na casa do famoso ator Sir Charles Cartwright, o reverendo Stephen Babbington cai morto, envenenado, diante dos convidados. Este crime cruel é apenas o primeiro ato de uma tragédia macabra, que envolverá ainda outros dois misteriosos assassinatos, sempre por envenenamento. Três grandes desafios para o genial detetive Hercule Poirot, que rouba a cena com sua arguta inteligência, para arrancar a máscara sob a qual se esconde o insuspeitado assassino.

Desde que me tenho por gente vejo minha mãe lendo Agatha Christie, mas nunca tive vontade de ler. Primeiro porque é do gênero suspense e policial, coisa que nunca chamou muito a minha atenção. Segundo, porque era velho e minha mãe gostava, então eu jovenzinha não iria gostar.
Porém, o Reading Challenge 2015 exigiu que eu quebrasse essa barreira, afinal precisaria ler um livro que a minha mãe ama, logo Agatha Christie finalmente entrou na minha lista de leitura com Tragédia em três atos, já que era o que ela tinha disponível para me emprestar. 

O resultado foi surpreendentemente positivo. Apesar da linguagem ser um pouco antiga e eu realmente não entender alguns termos mencionados (mas isso não prejudicou minha compreensão geral), a leitura flui muito rapidamente. A escrita e o enredo são envolventes e te prendem do começo ao fim. Claro que a temática colabora, afinal você se torna o detetive e tenta desvendar o crime junto com os personagens, que são bem desenvolvidos de todas as formas, porque precisamos conhecer todos nossos suspeitos. Falando em detetive, eu me senti dentro do jogo. Foi bem impressionante!

Tragédia em três atos é um livro simples, mas cheio de detalhes e você pensa que está captando tudo e tem certeza que sabe quem é o tal assassino. Doce ilusão. Eu me enganei e fiquei boquiaberta com a resolução do mistério. Sério.
Outra questão é que ao longo da leitura eu ficava pensando: “mas para que isso, gente? Joga o nome no Google e já era!” E então eu lembrava que o livro foi escrito em 1934 e ainda não existia a internet e não consegui evitar outro pensamento: “hoje em dia esse tipo de livro não deve mais ter tanta graça, né? É tudo tão mais fácil de resolver.”

Nota 4 por causa dos termos antigos e da edição que foi bem mal feita, viu? Peguei vários erros, inclusive linhas inteiras fora de ordem. Fail master.

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