Não sou uma dessas, Lena Dunham

Resenhas

Título original: Not that kind of girlnao sou uma dessas
Autor: Lena Dunham
Publicação: 2014 (EUA; BRA)
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Gênero: não-ficção, memórias
Avaliação: 3 de 5

Sinopse: A premiada criadora, produtora e estrela da série Girls, da HBO, apresenta uma coleção de relatos pessoais hilários, sábios e dolorosamente sinceros que a revelam como um dos jovens talentos mais originais da atualidade. Em Não sou uma dessas, Lena conta a história de sua vida e faz um balanço das escolhas e experiências que a conduziram à vida adulta
Comparada a Salinger e a Woody Allen pelo New York Times como a voz de sua geração, Lena é conhecida pela polêmica que desperta e por sua forma única e excêntrica de se expressar e encarar a vida. Engajada, a autora revela suas opiniões sobre sexo, amor, solidão, carreira, dietas malucas e a luta para se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idade
“Já estou prevendo a vergonha que sentirei por ter pensado que tinha algo a oferecer, escreve Dunham. Mas se eu puder pegar o que aprendi e tornar alguma labuta mais fácil para você ou evitar que você tenha o tipo de sexo em que sinta que deve continuar de tênis para o caso de querer sair correndo durante o ato, então cada passo em falso que dei valeu a pena.”

Uma das coisas que tentei ensinar a mim mesma durante todos esses anos como leitora foi: não crie expectativa em cima de nenhum livro. Mas assim como a maioria das coisa na vida, é muito mais fácil falar do que fazer. Não sou uma dessas foi um desses livros. O pior de tudo? Eu nem sei porque eu esperava tanto dele.
Não conheço o trabalho de Lena Dunham, nunca assisti Girls, nunca a vi em nenhum programa… Mas a capa, o título, as promessas da sinopse, tudo isso junto criou um universo que na verdade não existe.

“O fim nunca chega quando se acha que vai chegar. Ele está sempre dez passos depois do pior momento, depois de uma curva para a esquerda”

Lena Dunham consegue nos proporcionar algum divertimento, mas é pouco e nada que provoque qualquer coisa além de um sorrisinho. Em outros momentos eu li muitas verdades, coisas com as quais me identifiquei e conseguiram causar alguma reflexão sobre a minha própria vida. E isso aconteceu principalmente, se não apenas, na seção sobre amor e sexo.
Ah sim, o livro é dividido em cinco sessões: Amor & Sexo, Corpo, Amizade, Trabalho e Panorama.

“Quando alguém revela que você significa muito pouco e você continua com essa pessoa, sem se dar conta, começa a significar menos para si mesma. Você não é feita de compartimentos! Você é uma pessoa inteira!”

A impressão que eu tive é que Lena queria que nós víssemos a criança, adolescente e até adulta problemática e cheia de complexos que ela era, mas como, apesar de tudo, ela conseguiu chegar onde está hoje. Porém, a única coisa que consegui enxergar foi como uma menina mimada, privilegiada, vivendo na elite de Nova York (me recuso a escrever Iorque), e patrocinada pelos pais sempre conseguiu o que queria.

“Se ficasse com medo no saguão ao ver a Broadway passar, você não precisaria se sentir assim. Sua mãe logo desceria e atenderia às suas demandas.”

A única seção em que a leitura realmente fluiu e eu curti, foi a Amor & Sexo. O resto parecia não ter fim e eu só li até a última página por questão de honra, mas foi sofrível e eu não aguentava mais tanto mimimi e auto-piedade disfarçada. Okay, Lena. Já entendi. Você é uma pobre menina rica. Blah!

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  • Também não conheço o trabalho da Lena, mas ela me cansa só de olhar. Então esse livro definitivamente não estava na minha lista de leituras. Agora, então… Desde que vi o título, já odiei porque achei pretensioso. E, pelo que você disse na resenha, eu não estava errada. Que pena!

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