Número Zero, Umberto Eco

Resenhas

Título original: Numero Zero
Autor:
 Umberto Eco
Publicação: 2015
Editora: Record
Páginas: 208
Gênero: ficção
Avaliação: 2 de 5 estrelas
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número zero

“Quanto mais coisas uma pessoa sabe, menos coisas deram certo para ela.”

O romance que é um verdadeiro manual do mau jornalismo Um grupo de redatores, reunido ao acaso, prepara um jornal. Não se trata de um jornal informativo; seu objetivo é chantagear, difamar, prestar serviços duvidosos a seu editor. Um redator paranoico, vagando por uma Milão alucinada (ou alucinado numa Milão normal), reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico, que gira em torno do cadáver putrefato de um pseudo-Mussolini. Nas sombras, a Gladio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valerio Borghese, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça — um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão sendo confessados por seus autores. Um perfeito manual do mau jornalismo que o leitor percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma história que se passa em 1992, na qual se prefiguram tantos mistérios e tantas loucuras dos vinte anos seguintes. Uma aventura amarga e grotesca que se desenrola na Europa do fim da Segunda Guerra até os dias de hoje.

Sempre ouvir falar muito de Umberto Eco na faculdade, mas nunca me interessei em ler nada dele. Até que em algum momento de 2015 eu vi um banner no metro anunciando Número Zero e achei a premissa do livro muito interessante.
Eu deixei ele na minha wishlist de aniversário, mas outro dia estava na rua e tinha muito tempo para matar até meu compromisso e nada para ler. Resultado: passei numa livraria e comprei Número Zero.

“Não nego, mas meu pai me acostumou a não acreditar em todas as notícias. Os jornais mentem, os historiadores mentem, a televisão hoje mente.”

O começo estava bem bacana e achei que a leitura iria se desenrolar assim até o final. Doce ilusão. Eu nem sei porque criei tantas expectativas, já que não tinha lido nada a respeito, nem a sinopse que eu reproduzi aí em cima, para falar a verdade. Talvez se eu tivesse lido, não teria ficado tão entusiasmada.
Mas ele realmente começa fluindo muito bem, mas quando a história começa para valer… BOOOOOOORING. Foi uma grande decepção, porque no fim não tem realmente uma história  e isso é frustrante.

“Desconfiança nunca é exagero. Desconfiar, desconfiar sempre, só assim se encontra a verdade. Não é isso o que a ciência manda fazer?”

Número Zero não passa de um relato sobre uma suposta teoria da conspiração envolvendo fatos históricos da Europa, mais especificamente da Itália, onde se passa a história. Mas isso é feito de uma forma totalmente chata, desinteressante, que não consegue prender o leitor de forma alguma.
Depois de ler 2/3 do livro e não conseguir me conformar por estar achando tão ruim, fui dar uma olhada no Goodreads e… What a surprise! A avaliação dele não chega a 3 estrelas. Me senti aliviada, afinal o problema não era eu.

“Estamos vacinados, seja qual for a história nova que nos contem, vamos dizer que já ouvimos coisa pior, e que talvez essa e as outras sejam falsas.”

Acho que nem preciso dizer que não recomendo o livro, certo? A única vantagem é que ele é curtinho, então mesmo que seja torturante, não demora tanto para chegar ao final, apesar de parecer uma eternidade, na minha opinião.
Os quotes foram tirados das primeiras 22 páginas, ou das últimas 18. São as únicas partes do livro que valem a leitura pelas reflexões sobre mídia, comunicação e sociedade.
Após ter conseguido chegar ao fim (aleluia!), comentei com algumas amigas e duas delas já haviam lido algo dele e também acharam uma morte lenta e dolorosa.

“O mundo é um pesadelo, amor. Eu gostaria de descer, mas me disseram que não dá, estamos num expresso sem ponto de parada no caminho.”

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  • Nádia Tamanaha

    Eu também ouvi falar muito dele na faculdade, mas sempre tive preguiça, pois não sou cult. Então, depois da sua resenha, as chances de eu ler Umberto Eco são mais ou menos 0,01%! De qualquer forma, é muito triste quando a gente fica super curiosa por um livro e, quando o lê, descobre que é uma bosta – pelo menos pra gente.
    Beijos

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