Eu, robô, Isaac Asimov

Resenhas

Título original: I, robot         Autor: Isaac Asimov
Publicação: 2014 (BRA)         Editora: Aleph
Gênero: ficção científica       Avaliação: 3 de 5 estrelas
Páginas: 315                              Onde comprar? Buscapé | Livraria Cultura | Americanas | Fnac |

“Para ele, é impossível não ser fiel, dedicado e gentil. Ele é uma máquina, uma máquina construída assim. É mais do que se pode dizer dos humanos.”

“Para ele, é impossível não ser fiel, dedicado e gentil. Ele é uma máquina, uma máquina construída assim. É mais do que se pode dizer dos humanos.”

‘Eu, robô’ reúne os primeiros textos de Isaac Asimov sobre robôs, publicados entre 1940 e 1950. São nove contos que relatam a evolução dos autômatos através do tempo, e que contêm em suas páginas, pela primeira vez, as célebres ‘Três Leis da Robótica’ – os princípios que regem o comportamento dos robôs e que mudaram definitivamente a percepção que se tem sobre eles na literatura e na própria ciência.

A maioria das pessoas devem conhecer “Eu, robô” como filme apenas, pelo menos muita gente que me viu com o livro na mão comentou que não fazia ideia da existência dele. Pois eu já o tinha visto por aí e, apesar de gostar bastante do filme, nunca me interessei pela leitura. Até que uma pessoa me disse que eu deveria ler Isaac Asimov, que o cara tinha umas ideias fantásticas e tal… Não exatamente com essas palavras, mas essa era a essência.
Então, resolvi investir em Eu, robô por ser uma história conhecida, porém, esse é um daqueles casos em que o filme não tem nada a ver com o livro. Apesar de aparecer alguns personagens da versão cinematográfica, como o Dr. Alfred Lanning e a Dra. Susan Calvin, as similaridades se encerram por aí.

“A primeira: um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano venha a ser ferido.
A segunda: um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
E a terceira: um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou com a Segunda Lei.”

É nesse livro que são apresentadas à humanidade as famosas três leis da robótica, que vocês podem ler acima; e foram apenas nelas que o filme foi inspirado.
Em Eu, robô, um jornalista está entrevistando a Dra. Susan Calvin, uma psicóloga roboticista muito famosa e que está se aposentando. Nessa entrevista, ela narra nove contos que envolvem robôs em diferentes situações; desde Robbie, o robô babá, até as Máquinas, que “auxiliam” na administração do planeta a fim de evitarem guerras, fome, desemprego etc. Todas as histórias acontecem num longo período de tempo… O caso Robbie, por exemplo, é datado de 1996, enquanto o último conto já é em 2052.
Isso quer dizer que está tudo bem fora da nossa realidade.

“Desde quando a evidência dos nossos sentidos se iguala à clara luz da razão?”

Literariamente, o livro deixa a desejar. Com diálogos fracos e forçados, não me convenceu ou cativou. Porém, toda a ideia de como seria o mundo se fossemos mais evoluídos nesse sentido é fascinante. Mesmo não sendo permitido o uso de robôs na Terra, todas as possibilidades interestelares que Isaac Asimov apresenta, além do uso de super computadores para solucionar problemas mundiais, são bem tentadoras.
O meu conto favorito foi o último, porque mostra que apesar de toda a evolução que poderíamos ter, incluindo a erradicação dos piores problemas atuais, algumas coisas não mudariam.
Eu recomendo mais para fãs de ficção científica ou ciências políticas e econômicas; mas também pode ser uma opção para os curioso no geral e para quem quer sair da zona de conforto, já que a leitura é rápida nesse formato de contos.

“Nem todas as mudanças das últimas décadas tinham alterado ainda o fato de que o Norte era a potência econômica do mundo.”

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