Esmaltes são polêmicos

Essa semana a internet brasileira foi bombardeada com mais uma polêmica: os nomes dos esmaltes da nova coleção da Risqué. Quem diria que um dia o tema “esmaltes” estaria liderando os Trending Topics do Twitter? Eu não.
Antes de dar o meu parecer sobre o caso que tanto sensibilizou a população brasileira, vamos conhecer a tal coleção.

Risqué: Homens que amamos
Inspirada nos homens que fazem a diferença na vida das consumidoras, apresentamos a Coleção Risqué Homens que Amamos. Um tributo aos pequenos gestos diários dos homens. Conheça as cores e escolha suas favoritas!

Esmaltes polêmicos da Risqué

Imagem de divulgação

Agora o grande X da questão: os nomes!
Risqué André fez o jantar
Risqué Fê mandou mensagem
Risqué Guto fez o pedido!!
Risqué João disse eu te amo
Risqué Leo mandou flores
Risqué Zeca chamou para sair

Veja bem, o mimimi todo girou em torno de duas reclamações: machismo e homofobia.
Muitas mulheres se sentiram ofendidíssimas pelos nomes extremamente machistas, que representam nada além da mínima obrigação dos homens. Como assim agir dessa forma é motivo para ser homenageado?! Outras questionaram o fato da coleção implicar que mulheres apenas amam os homens.

Correndo o risco de ser apedrejada, declaro: eu não me ofendi. Não mesmo. Não vi nada demais nos nomes… Gente, são nomes de esmaltes. E como todos os outros, não faz e nem tem que fazer sentido.
No meu post sobre Cyberbullying, recebi um comentário que falava sobre a linha tênue que nos separa de sermos chatos com certas coisas. Concordo totalmente. Acredito que essa seja uma das situações em que as pessoas foram chatas. Num nível absurdo que não corresponde a verdadeira importância que isso tem, que é nenhuma. São fucking nomes de esmaltes.
Se eles tivessem sido batizados com algo como “Risqué André bate na esposa”, “Risqué Guto estupra as amigas”. Aí sim eu seria a favor de derrubarmos a empresa. Mas nesse caso, não gostou? Não compra. É assim que se boicota uma empresa.

O Twitter foi inundado de sugestões para nomes de esmalte. Um pior que o outro. Sério. O povo não sabe brincar. A ideia que considerei a mais brilhante, eu não sei de onde veio, mas eu vi no B9.
Paródia da Risqué

Essa seria uma coleção super válida e que não anula a original, porque não tem necessidade.
Agora sobre a homofobia, eu concordo que a Risqué pisou na bola ao não pensar nessa situação. A coleção poderia se chamar “Pessoas que amamos” e não usar nomes específicos, ou mesclar nomes femininos e masculinos. Não sei. Desisti da faculdade de Publicidade.

Resumindo: eu achei que foi muito alarde para pouco esmalte.
Minha opinião: metade das pessoas que estão reclamando, o faz porque a outra metade está fazendo. E 75% vai comprar e usar o esmalte.